Quem tem mão na maioria dos orgãos comunicação, possui uma mente desprovida de escrupulos com tendência, muitas vezes criminosa, de mascarar ou espartilhar factos para colher vantagens, atropelar a verdade e rir-se da justiça, pode, a qualquer momento, "fabricar" uma saída airosa para os seus fracassos, antevendo o desmoronar de um império construido à base da sua prodigiosa vivência à margem da lei. É que a outra lei, a da vida, com ou sem ameaças, não tem complacência, não perdoa e sobrepõe-se sempre à vontade de cada um.
Gangster da Costa, (deixa lá escrever Pinto da Costa porque já fui acusado de me escudar no pseudónimo inventado para salvar a pele) tem percepção de que o fim da linha pode estar próximo e não falo em termos de saúde, porque a "crise" no avião primeiramente noticiada foi passageira, mas agora a nova, mais completa e "grave" versão, diz que a mesma só foi presenciada por elementos da comitiva dragonete porque, segundo a reposta notícia, "os restantes passageiros estavam a dormir e não se aperceberam".
A dormir pensa ele, Gangster/Pinto da Costa, que andamos todos nós.
O fiasco de que foi acometido o clube assumidamente corrupto na presente época, mercê, diga-se, das suas erróneas, inseguras e mais que visíveis decisões, fez disparar o que ainda resta de lucidez naquela doentia, cansada e corrupta mente em prol da sua auto-defesa.
Seguramente, não estará alheio ao descontentamento que grassa no seio dos seus "opinion makers", adeptos e admiradores.
Seguramente, não estará alheio ao fracasso e (des)aptidões do "preparadíssimo" adjunto promovido a principal.
Seguramente, não estará alheio ao descontentamento da maioria dos jogadores a ponto de serem já conhecidas, pelas atitudes, a vontade de saída de alguns deles, casos de Hulk, Moutinho e agora Guarin.
Seguramente, não estará alheio ao rótulo de caloteiro, trapaceiro e mentiroso que lhe foi aposto e com eco internacional.
São notícias fabricadas como (ler) Coração assusta Pinto da Costa e outras acções engatilhadas que por aí vão aparecer, que põem a descoberto a preparação do dar à sola num futuro que se adivinha próximo, com a justificativa de "problemas inadiáveis de saúde".
Mas a justiça não deixará de o julgar!
Vai uma aposta?
O processo de extradição de Vale e Azevedo, que se instalou no Reino Unido há cerca de quatro anos, voltou ao tribunal de primeira instância porque a 09 de Junho foi emitido um novo mandado de detenção europeu.
O terceiro mandado de detenção europeu foi emitido pela 4.ª Vara Criminal de Lisboa, depois de fixado o cúmulo jurídico em cinco anos e meio, na sequência de uma sucessão de recursos para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em 2010 e para o Tribunal Constitucional (TC) este ano.
O cúmulo jurídico foi estabelecido a 25 de Maio de 2009 no âmbito dos processos Ovchinnikov/Euroárea (seis anos de prisão em cúmulo), Dantas da Cunha (sete anos e seis meses) e Ribafria (cinco anos).
Vale e Azevedo ainda recorreu para o STJ e para o TC para que lhe fossem retirados três anos aos cinco e meio de prisão efetiva, mas não lhe foi dado provimento nas suas diligências.
Um primeiro processo de extradição foi deferido no Tribunal de Magistrados de Westminster a 27 de Novembro de 2008 ao pedido de detenção das autoridades portuguesas, mas poucos dias depois Vale e Azevedo apresentou recurso junto do Tribunal Superior de Justiça de Londres.
Após sucessivos adiamentos, o processo foi terminado por ter sido esvaziado de intenção ao ser emitido um novo mandado, que resultou na detenção de Vale e Azevedo a 17 de Agosto numa esquadra de polícia em Londres, tendo sido depois presente a um juiz e libertado, ficando sujeito a medidas de coacção.











