QUANDO O ESPÍRITO BENFIQUISTA PREVALECE, NÃO HÁ DERROTA, CORRUPTO, MERCENÁRIO OU ARRUACEIRO QUE O CONSIGA APAGAR OU FAZER REGREDIR.
BENFIQUISMO É ESTADO DE ALMA SEM DEFINIÇÃO, PRIVILÉGIO DOS PUROS!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PORRA...ESTOU MAL DISPOSTO!!!



Às vezes sou imprevisível e descobri que a minha imprevisibilidade nada tem a ver com o senso de humor momentâneo.
Engraçado, não é?
Sempre ouvi dizer que as nossas reacções, mesmo as psíquicas ou emocionais, são fruto do estágio, do senso de  humor.
Depois desta descoberta, não creio muito nisso, não!
Hoje estou mal disposto e nada propenso a abordar os desmandos acéfalos dos  “gerações” que populam na blogsfera e fora dela. 
Fique claro que os “gerações” não são só aqueles em que vocês estão a pensar. Esses são orfãos outrora abandonados à porta da igreja ou em qualquer viela escura e que reclamam serem filhos do Benfica.
Deve ser frustrante! 
Afinal, não conhecem o  verdadeiro pai. O ADN não combina. Tampouco possuem registo de nascimento.
Os outros “gerações” são os que se prostituem também a troco de favores e outras “prorrogativas”.
Eles são pseudo-jornalistas sem espinha dorsal que só conseguem inserção na comunicação social  corrupta (noutra não podia ser) pela sua  aproveitável incompetência, analfabetismo intelectual e, sobretudo, servilismo submisso e decadente.


Eles são árbitros carentes de afecto paternal, de uma boa dieta à base de fruta mesmo em putrefacção ou de uma boa cabeçada na “cramalheira” superior, afim de procederem à respectiva  revisão, restauração ou renovação total.
Eles são traficantes de influências, ideias, ilusões; são os modernos esclavagistas, eles, os agentes, os dirigentes vigaristas e agiotas, empresários da alternaria, enfim, a mafia do futebol português.
Há ainda os que de pé, do alto da sua ignorância, prentendem ministrar lições do que não sabem e esquecem o primordial: ter primeiro de se sentar para poderem aprender.
Nem sei porque estou a falar disto.
Sou mesmo imprevisível.
Já o disse, hoje estou mal disposto e não quero falar de nada e ninguém!!!


Deixem-me  apenas festejar mais uma saborosa vitória do meu Benfica, RUMO AO 34º!

domingo, 18 de janeiro de 2015

GANGSTER... ATÉ NO CASAMENTO


Cristina Ferreira deslocou-se ao Porto para entrevistar Filomena Morais, ex-mulher de Pinto da Costa, e a conversa foi exibida no programa da TVI “Você na TV”. Filomena abriu o coração para falar sobre tudo o que se passou durante o tempo em que esteve ligada ao líder dos dragões.

 Filomena casou-se duas vezes com Pinto da Costa e, após o segundo divórcio viajou para Moçambique, em África. “Não foi uma fuga, não sou mulher de fugir. Surgiu a oportunidade e aproveitei”, referiu, revelando que até aos dias de hoje só soube que se tinha divorciado do presidente do FC Porto através das notícias que foram saindo na comunicação social.

“Foi um balde de água gelada. Nunca houve uma conversa. 
Deixou-se fotografar em público com outra pessoa e saiu de casa. 
Soube que nos tínhamos divorciado ao mesmo tempo que toda a gente. Separou-se sem eu saber. Não sei como é possível uma pessoa ir a tribunal e a outra nem ser notificada.” 
Sobre futebol a ex-mulher do dirigente dos azuis e brancos afirmou: “O mundo do futebol é um mundo antagónico. Fazem muitos joguinhos por trás. Não tem nada a ver comigo.” Pinto da Costa está agora casado com Fernanda, sendo que Filomena prefere não falar sobre esse assunto. “Só me fez confusão ela ser mais nova do que a minha filha.”

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NOTA: ENQUANTO EXISTIREM TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, JUÍZES CORRUPTOS E DINHEIRO PARA VIAGRA, GANGSTER DA COSTA NÃO VAI PARAR ATÉ DAR O "PEIDO MESTRE"!

sábado, 17 de janeiro de 2015

DE REGRESSO...



É verdade, estou de volta embora ainda não a 100%, mas estou de volta!

Ao partir para um pequeno interregno, prometi que não iria deixar em paz alguns "animais de estimação", e não vou! Acabei de chegar e há que preparar o "prato sem esquecer a sobremesa".

Antes que aconteça e, pertinentemente, vou honrar o regresso à actividade com a transcrição, na íntegra, do último post do companheiro Guachos Vermelhos que, aliás, sempre atento, não deixa passar absolutamente nada que macule a verdade desportiva e em especial o nosso Glorioso Benfica, de tal modo, claro e contundente, sem a necessidade de produzir "entrelinhas".
Quando escreve é directo e sem rodriguinhos. Vai directo ao âmago da questão, sem papas na língua e chamando os bois pelo nome. Não importa se se trata do "sistema", dos poderes instalados ou a talibanada. Nada passa no crivo! E a FPF, também não passou nem passará, estou seguro.


Federação reles e mesquinha - às ordens dos interesses instalados.

O futebol português está nas mãos de Jorge Mendes, Ronaldo e da sua legião de vassalos. A dupla Mendes/Ronaldo caga de bem alto para todos e todos lhe fazem as vontades. E a federação e os clubes (sim, também o Benfica) vão todos comer-lhes à mão. A não ser assim, como é que se compreende terem-se lembrado de conspurcar a imagem de Eusébio precisamente na semana que assinalava um ano após a sua morte? Demasiado reles os promotores da ideia. A capa de ontem do pasquim do serpa diz tudo em relação à subserviência do país futebolístico à dupla que o domina e controla.

Para quem não sabe, Eusébio ganhou todos os seus títulos e prémios jogando por um clube português, numa altura em que quase não havia televisão e não havia promotores de imagem que transformam peidos em flores e gays em autênticos garanhões. Não haviam 3 jogos por semana, promovidos, vistos e revistos em todo o mundo e os adeptos dessa altura ou iam ao estádio ou só pela rádio tinham acesso às façanhas dos seus ídolos. Numa altura que em Portugal eram poucos os que tinham acesso à rádio, e televisão...só de ouvir falar!

Eusébio não tinha a máquina galáctica do Real Madrid a promover-lhe a imagem e não tinha o melhor empresário do mundo a vendê-la. Vivia num país pobre, na periferia da Europa, atrás do sol posto; no cú do Mundo. Um país que só ficou conhecido porque ele, EUSÉBIO, foi capaz de o pôr no mapa, com toda a sua classe inigualável, que fez dele um ídolo mundial; o país que agora o esquece e que humilha a sua memória. Sem ajudas de ninguém, sem precisar que lhe lavassem a imagem, casou com uma mulher, fez filhos (filhas) como os demais mortais, cometeu erros, pecados, falhou golos feitos, marcou golos impossíveis, ganhou títulos, troféus, prémios e honrarias...e esperou que lhe fizessem uma estátua...um verdadeiro ídolo.

Sujeitar Eusébio a uma votação on-line onde a esmagadora maioria dos votantes nunca o viram jogar, concorrendo com um jogador a quem todos os dias vendem a imagem de melhor jogador do Mundo, é no mínimo reles e cobarde. Um asco de gente, aquela cambada que gere a federação. Basta ver as escolhas do melhor onze (do século deles) para melhor o entendermos. Ou não percebem nada de bola, (muito provável) ou são todos uns canalhas (mais provável ainda) castrados das ideias.

Não está em causa, pelo menos para mim, quem é ou quem foi o melhor português, até porque não tenho a mínima duvida. Essa é uma questão que vai ser sempre discutida por todos os que nunca viram jogar Eusébio e por todos os que se sentem felizes porque podem - finalmente - desvalorizar os seus e os feitos do Benfica. É triste mas é legitimo. Não é isso que está em causa. O que me enoja é forma como o estão a fazer; reles e mesquinha - sem pudor.

PORRADA NELES, COMPANHEIRO!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

BREVE MAS NECESSÁRIA






Por imperativo profissional e manifesta escassêz de tempo, (sempre ele) terei de me ausentar por alguns dias das lides "blogueiras", afim de poder dinamizar e conciliar compromissos inadiáveis.

Contra a minha vontade, vou ter de dar folga a alguns "amiguinhos" de estimação, mas não será por muito tempo. Talvêz um pouco mais de uma semana. Mas não se iludam, vou regressar com mais "adrenalina" para que nada lhes falte.

Estarei ausente mas não desinformado. Fica o aviso.

Bem que gostaria poder contar com um ou dois colaboradores com alguma disponibilidade para não ter o blog de ficar em "branco" quando necessite ausentar-me ou em qualquer outra eventualidade, mas não é fácil. 
Na verdade também não tenho procurado.
O blog possui três colaboradores que, tal como eu, têm os minutos contados e sómente uma vêz por outra podem colaborar. Aqui é assim, não há obrigatoriedade nem compromissos, cada um dá o que pode e quando pode. 
E assim vai continuar.

Chega de conversa.

Até já!

TUDO PELO BENFICA!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O REI NÃO PARTIU, ELE CONTINUA ENTRE NÓS!


SALVÉ, MAJESTADE!


"Dele quase tudo se disse. É o cidadão português cuja história mais vezes foi contada. Pode não vir nos manuais escolares, mas é no 'passa.palavra' que gerações tomam conhecimento e se apaixonam pelo nome Eusébio. Em vida, o 'Rei' falou à Mística em duas ocasiões (2008 e 2011), onde abriu o livro das memórias e opinou sobre o futuro. Agora, na hora de se tornar eterno, recuperamos as palavras e a história de vida de um mito.

Esta é uma história com início na antiga Lourenço Marques (agora Maputo). Moçambique. O dia: 25 de Janeiro de 1942. Abria os olhos Eusébio da Silva Ferreira. O destino o ditaria: mais do que rebento africano, um cidadão do mundo.

Nas palavras do poeta

Veio ao mundo numa numerosa família - benfiquista, por sinal -, mas cedo ficou órfão de pai (o Sr. Laurindo, também ele, em tempos, jogador). A mãe era tudo para ele. A D. Elisa, a mesma que não gostava nada que o pequeno Eusébio faltasse às aulas para jogar futebol, mas que no momento certo o deixou voar nas asas do sonho. A ligação entre mãe e filho prova-se na forma como, nos últimos anos de vida, era a falar de D. Elisa que o agora avô Eusébio mais se emocionava.
Mas voltemos à Mafalala, bairro nos arredores de Lourenço Marques: das casas de zinco e madeira às bolas de trapos, das jogatanas de rua ao Senhor Xico, um cauteleiro que o distinguiu de entre os amigos. Nos improvisados campos das ruas da capital, o raiar dos horizontes que deram luz à sua infância. Diz-se que nas palavras do poeta José Craveirinha jorrava a inspiração de meninos como Eusébio. É que aquele era o poeta que na década de 50 incentivava os moços de Moçambique a libertarem o espírito pela nobre arte de praticar desporto. 'Ele era uma referência', como muito mais tarde admitiria Hilário, conterrâneo e amigo de Eusébio e um dos melhores defesas do futebol luso.

Magrinho mas supersónico

Aos 12 anos era já conhecido por 'Magagaga'. Supersónico. Rumou aos Brasileiros Futebol Clube. Todos tinham alcunha de craque canarinho. Ficou 'Nené', o brasileiro. Estreia: dois golos, vitória por 7-1 e um justo prémio de dez escudos. Ficou até aos 15. 'Eu desde os 12 anos que sabia o meu valor. Nunca tivemedo de jogar com os rapazes de 17 e 18 anos. Até gostava, pois só assim perdia o medo e jogava melhor.' Hilário, que considerava como um irmão, pois era amigo da família, rumou a Lisboa, ao Sporting. E tantas vezes tentou convencer os dirigentes leoninos a irem buscar a pérola que ainda estava em Moçambique... Mas estes não acreditaram, ainda que os'grandes' portugueses tivessem muitos olheiros ali. E com resultados práticos, com Matateu e Coluna como exemplos. Depois há a história de um irmão mais velho de Eusébio que passou pelo Benfica, pelas palavras do próprio à Mística: 'Um dos meus irmãos foi campeão de juniores no Benfica. A alcunha dele era 'Juju'. Entrou num bom colégio em Tomar. Depois foi mobilizado para prestar o serviço militar e acabou por regressar a Moçambique.'
Eusébio era bom de bola. Tentou um lugar no Desportivo de Lourenço Marques, filiar laurentina do Benfica. Não foi aceite. Disseram-lhe que era carne e osso. Acabou no clube rival, o Sporting Clube de Lourenço Marques, onde jogou até aos 18 anos. Na estreia defrontou o Desportivo. Chorou por não se sentir bem a defrontar a equipa que mais gostava. Mas ganhou por 3-0. Marcou os três golos. Num deles,'só' ultrapassou a equipa toda e depois finalizou com classe. O que se arrependeram os responsáveis do Desportivo! Carne e osso, não era?

A CARTA DE COLUNA

Três aqui, dois ali, um mais à frente. Golos e mais golos. O Benfica já o tinha debaixo de olho. Mas a concorrência era cada vez mais feroz. Em 1960, dois enviados do clube da Luz foram a casa de Eusébio para falar com a mãe. O jovem tinha apenas 18 anos e, nesses tempos a maioridade era aos 21. A mãe foi perentória: Eusébio podia dar asas ao sonho. Ao saber o que se passava, o Sporting tentou cobrir a oferta, mas a palavra estava dada ao Benfica. Os rivais tentaram tudo, mas D. Elisa manteve a palavra. A ela muitos milhões de benfiquistas podem agradecer. E a Coluna também. Que recebeu uma carta de D. Elisa. Que cuidasse do seu menino como se fosse seu filho. Mário Coluna falava muito dessa mesma carta. Levou-a à letra. D. Elisa agradeceu. Tímido e franzino, chegou a Portugal em Dezembro de 1960. Num país triste e cinzento, dominado pela ditadura, Eusébio era um jovem em busca de glória no clube do povo, da democracia, onde despontava uma geração de valores que se veio a revelar a mais frutífera de sempre do desporto europeu. Para o jovem Eusébio existiu um primeiro inimigo. O frio. Ele que estava acostumado aos 40 graus de Moçambique. No dia seguinte à chegada acompanhou a equipa à Covilhã apenas para ver jogar os craques. Vitória por 1-3 e um Eusébio na bancada gelada, mas entusiasmado. Só que o frio... podia ter estragado tudo. Chegou a ligar à mãe dizendo que ia regressar. Entra na história Coluna. Tornou-se padrinho protector do jovem conterrâneo. Deu-lhe forças e uma palavra amiga. 'Por isso lhe agradeço a ele, mas também aos falecidos José Águas, Germano e Costa Pereira. Homens que me ajudaram. Felizmente, eu sempre meti na minha cabeça os conselhos que eles me davam. Hoje não me arrependo de os ter ouvido', contou-nos em 2011.

Pacientemente aguardando o ouro

Eusébio vivia no Lar do Jogador, no Estádio da Luz. E ali protagonizou uma autêntica novela. Não podia jogar. O Benfica chegou a acordo com o antigo clube do moçambicano, mas o Sporting inviabilizou a concretização do negócio, pressionando a sua filial laurentina. E começou a 'perseguir' Eusébio. Benfica e Sporting travaram uma intensa luta estratégica e jurídica. Todos o queriam e ele não jogava. Em 2008 disse em entrevista à Mística, entre sorrisos:'Tenho 66 anos e mesmo assim há sportinguistas que dizem que fui 'raptado' pelo Benfica. O Sporting é que queria 'raptar'.' Era o forte sinal de que se estava na presença de alguém fora de série. Mas como lidaria ele em campo com tanta pressão e tanta expectativa? Da polémica em polémica, de argumento em argumento, Eusébio permaneceu fiel ao Benfica ainda antes de se estrear de águia ao peito e, apesar de ter estado parado entre Dezembro de 1960 e Maio de 1961, não retrocedeu na palavra que ele e a sua mãe, D. Elisa, tinham dado aos persistentes dirigentes 'encarnados'.
Em Maio de 1961, o Sporting laurentino, temendo 'perder tudo', aceitou a verba combinada com o 'Glorioso', enviando para o Benfica a sua 'carta de desobrigação'. Finalmente Eusébio era do Benfica. E o presidente da direcção, Maurício Vieira de Brito, conseguia o que queria: o jogador que viria a mudar a face do futebol português. Primeiro treino: o técnico Béla Guttmann virou-se para o adjunto Fernando Caiado e disse: 'É ouro, é ouro' Os colegas perguntavam-se quem seria o sacrificado. Germano usava o humor: 'Estou safo, sou defesa.' Apesar de menino, Eusébio mostrava ser uma força da Natureza e já um grande jogador. E também tinha confiança. Certo dia disse ao seu colega de quarto, José Torres (que há três anos rodava nas reservas), que tinha valor para jogar no Benfica e que no dia em que entrasse na equipa não mais perderia a titularidade, porque era melhor do que todos os colegas. Não disse apenas... Fez.

Quando Pelé quis saber quem era

Chegados a 23 de Maio de 1961, a estreia. Um jogo de reservas frente ao Atlético, em que o Benfica venceu por 4-2. Marcou três. E estava com febre... Estreou-se na equipa principal em 1 de Junho de 1961 (sim, poucos dias depois), na derrota por 1-4 no campo dos Arcos, em Setúbal, com o Vitória de Setúbal, na 2.ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal, marcando o golo do Benfica, mas falhando um penálti às mãos de Félix Mourinho, pai de José Mourinho. Foi o primeiro dos quatro penáltis falhados na sua carreira. Uma estreia numa equipa de recurso, pois o poder federativo obrigou o Benfica a jogar uma eliminatória da Taça de Portugal, enquanto a equipa principal viajava de Berna para Lisboa, depois da na noite anterior, em 31 de Maio, ter conquistado a Taça dos Clubes Campeões Europeus após vencer na final, por 3-2, o Barcelona.
Pouco depois, no primeiro jogo no campeonato, a 8 de Junho, marcou na derradeira jornada e festejou o primeiro título nacional ao serviço do Benfica. Tinha 19 anos. No Verão participou no Torneio de Paris. Marcou na vitória por 3-2 sobre o Anderlecht. Mas deu nas vistas na final. Começou como suplente. Quando entrou, já o Benfica perdia 4-0. Marcou três golos. Pelé quis saber quem era...
Em Outubro de 1961, Fernando Peyroteo chamou-o à selecção, e assim pôde cumprir o sonho de treinar ao lado de Matateu, mas, devido a lesão, nunca chegaram a jogar juntos. Na estreia, derrota por 4-2 com o Luxemburgo. Marcou um golo. Depois, a 25 de Outubro, Portugal perdeu por 2-0 em Wembley, num jogo a contar para a qualificação para o Mundial do Chile. Eusébio jogou bem, atirou duas bolas aos ferros e viu-se no dia seguinte apelidado de 'Pantera Negra'pela imprensa britânica.
Em Setembro jogou inesperadamente a decisão da Taça Intercontinental ao lado de outro miúdo, António Simões. É que depois de vencer na Luz por 1-0 o Peñarol, o Benfica sucumbiu por 5-0 em Montevideu. Na finalíssima, novamente no terreno do adversário, Guttmann chamou os miúdos. Eusébio ainda deu o empate ao Benfica com um míssil. Um penálti escandaloso decidiu.

A glória... de ter a camisola de Di Stéfano

A estreia na Taça dos Campeões aconteceu em 1 de Novembro de 1961. Empate a um golo em Viena e depois goleada por 5-1 na Luz. Eusébio marcou o quarto. Mas Dezembro traria a primeira de seis operações ao joelho esquerdo a que se soma mais uma ao direito. Recuperou e ainda foi a tempo de ajudar à glória europeia.
Eusébio cedo mostrou que era um futebolista sem igual, conquistando a titularidade na equipa e a confiança dos colegas e técnicos. E a cereja no topo do bolo sucedeu na final de Amesterdão de 1962, quando o Benfica se sagrou bicampeão europeu à conta do 'gigante'Real Madrid. No final, 5-3 para o Benfica, com o jovem avançado em plano de destaque. Levado em ombros, não se agarrou à taça, mas sim... à camisola de Di Stéfano, seu ídolo de sempre. No final, ouviu o elogio do craque madrilista, tal como se habituou a ouvir de outros da sua galáxia, tais como Pelé ou Cruyf. 'Ganhar ao Real foi fantástico, mas eu só queria a camisola do Di Stéfano. No final, disse-me que eu teria um grande futuro. Imagine o que é ouvir isso do seu ídolo! E eu perguntei-lhe como poderia ser grande. Ele disse-me que tinha de trabalhar e ouvir os conselhos dos mais velhos. Meti isso na cabeça', contou-nos.
No ano seguinte, derrota na final com o Milan. Eusébio marcou, sofreu falta atrás de falta e terminou o jogo inferiorizado, tal como Coluna, que fazia figura de corpo presente junto à faixa.
Em 1964/65 brilhou nos 5-1 ao Real Madrid. Seguiu-se a maldita final com o Inter. Mais uma perdida, mas, imagine-se, em San Siro, casa dos Italianos. Nesse ano de 1965, a 8 de Outubro, casou-se com Flora. Juntos até final, geraram as filhas Carla e Sandra. E foi ao ombro de Flora que chorou de alegria ao saber que tinha sido distinguido como melhor jogador da Europa também nesse ano.

Golos para a História

Atleta notável, jogando em apoio aos avançados ou como ponta de lança, não tinha limitações: de cabeça, com os pés, de longe, de'bola parada', driblando ou  rematando, era um avançado completo e imprevisível. Conseguiu driblar meia equipa contrária ou rematar de longe sem preparação mas com uma precisão incomparável. Nos lances de 'bola parada' era fulminante em livres directos ou grandes penalidades, a maior parte das vezes a 'cobrar' faltas cometidas sobre si, a única forma de o parar.
E foi num livre que marcou um dos melhores golos da carreira. Em Turim, frente à Juventus (meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus, edição de 1967/68), Eusébio marcou um golo de livre a mais de 40 metros de distância da baliza. Antes do remate, os adeptos da'Vecchia Signora' riram-se perante a invulgar decisão do 'Rei', mas depois silenciaram-se quando o esférico entrou no fundo das redes. De resto, os livres certeiros passaram a ser rotulados de 'livres à Eusébio'.
No entanto, foi um golo de jogada corrida, frente ao então desconhecido La Chaux-de-Fonds (1964/65), que o génio considera ter sido o seu melhor de sempre. Um golo também especial pela forma invulgar como o guarda-redes adversário reagiu à célebre jogada de Eusébio, realizada a 9 de Dezembro de 1964.
'Fiz uma tabela com o Simões e, sem deixar a bola cair no chão, passei-a por cima de dois defesas. Após ter marcado o golo, reparei que o guarda-redes da equipa adversária começou a correr na minha direcção. Fiquei perplexo. Pensei que ele me queria fazer alguma coisa de mal. Mas não! Ele queria apenas cumprimentar-me. Nunca tinha visto uma coisa assim! Foi pena a televisão não ter dado a devida importância a esse golo. Já marquei muitos golos que ninguém pensava ser possível, como, por exemplo, aquele diante da Juventus, mas para mim aquele marcado ao La Chaux-de-Fonds foi o melhor de todos.' No entanto, Eusébio não foi só o maior finalizador do futebol português como também grande futebolista.
Delineou e executou milhares de jogadas, servindo em centenas delas os colegas de equipa melhor colocados, estando por isso directamente ligado a milhares de golos. Ao contrário de outros, deve ser o futebolista mundial que 'esteve' em mais golos, quer a marcar, quer a fazer o último passe ou assistência.

Sempre em frente

Como nos confessou em 2008, o seu caminho 'era sempre em frente'. 'Delineei um caminho para a minha carreira e nunca me desviei dele.' Ficam os golos, as palavras e as imagens. A ir buscar uma bola ao fundo das redes, querendo mais após um golo. Ou a perna esquerda fixa e esticada na vertical e a direira dar tudo de si rumo à glória, algures entre um encontro com a própria cabeça curvada e mais um remate devastador. Os braços são pura poesia. Parecem delinear o caminho certeiro do esférico. Uma dança que com ele nasceu. Uma ciência, uma poesia, talvez pura matemática. Era diferente de tudo o resto.
Sagrou-se melhor marcador de inúmeras competições, com destaque para o Mundial de 1966, em Inglaterra, na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1964/65, 1965/66 e 1967/68, e em sete Campeonatos Nacionais da I Divisão, nas épocas de 1963/64, 1964/65, 1965/66, 1966/67, 1967/68, 1969/70 e 1972/73 (sete campeonatos, cinco deles consecutivos, ambas as marcas recordes). Foi também Bota de Ouro (melhor marcador europeu) em 1967/68 e 1972/73; e Bola de Ouro (melhor jogador europeu) em 1965, ano anterior ao da realização do Mundial em Inglaterra onde brilharia intensamente.
Pelo Benfica conquistou 22 títulos oficiais: campeão europeu de 1961/62; 16 nacionais com 11 Nacionais da I Divisão (é o futebolista português com mais títulos) e cinco Taças de Portugal; além das cinco Taças de Honra de Lisboa. Certo dia perguntámos-lhe se concordava que houvera um Benfica antes e um Benfica depois de Eusébio. 'Antes de mim já houve um grande Benfica, com aqueles que venceram a Taça Latina. Depois de mim, também foi um Benfica forte, com tantos títulos e finais. Agora, o que eu acho é que a grandiosidade vinha da força adjacente a uma base que era também a Selecção Nacional', respondeu.

Orgulho de Portugal

Na Selecção Nacional foi internacional em 64 jogos, marcando 41 golos, capitaneando-a em 16 encontros. Não existiam adversários facilmente goleados. Existiam, sim, grandes potências no futebol europeu. E ainda assim Eusébio marcava e marcava... Exemplo? Algo de que pouco de fala. Os sete golos na caminhada até ao Mundial de 66. E na decisão, em pleno terreno da fortíssima Checoslováquia, Portugal reduzido a dez elementos e o golo que valeu a qualificação a surgir dos pés do 'Pantera Negra' após uma cavalgada de mais de 70 metros. Monstruoso.
No Mundial de 66, entre os 'Magriços', foi o melhor marcador, ficando para sempre nos anais da história do futebol mundial o modo como 'virou', no encontro com a Coreia do Norte, um resultado desfavorável de 0-3 para uma vitória por 5-3, marcando quatro golos. No total, nove golos.
As lágrimas pela eliminação nas meias-finais frente à Inglaterra, no Mundial de 66, contrastaram com a forma efusiva como viveu todo o Mundial. Um jogo que se devia ter realizado em Liverpool, 'casa' portuguesa, e acabou por, sabe-se lá porquê, ser  transferido para Londres. No final de um jogo mal perdido, Eusébio olhou os céus, perguntou a Deus 'porquê' e chorou compulsivamente. O inédito terceiro lugar luso soube-lhe a pouco. 'Era em Liverpool que tínhamos de jogar e era aí que nos sentíamos em casa. Foi pena que tenhamos ido jogar a Wembley, após uma viagem muito má, sacrificando-nos tanto para nada. Lembro-me que perdi quase 3,250 Kg nesse jogo. Demos tudo e sentimo-nos injustiçados. Daí ter chorado no fim, olhando para o céu, dizendo que mal fiz meu Deus'. Nunca mais alguém conseguiu marcar tantos golos numa fase final de um Mundial.

Do fair-play à máquina rebentada

Final da década de 60. Levou o Benfica à nova final europeia. Ironia dos destinos: defrontar o Manchester United em Wembley. Derrota por 4-1 no prolongamento. Mas na imagem de muitos o falhanço em cima do minuto 90 e posterior cumprimento ao guardião contrário. A história pelo próprio: 'Tive o golo da vitória nos pés, quando faltavam dois minutos para o fim, mas joguei com uma lesão que não acredito suportasse nos dias de correm. Eu só devia andar, e joguei. E não podia chutar com o pé esquerdo, pois se a bola me tivesse chegado ao pé direito eu tinha feito o golo.' Com o passar dos anos perdeu o fulgor - malditas lesões -, mas já trintão conseguiu, com Jimm Hagan, atingir a marca dos 43 golos no campeonato, sendo mais uma vez Bota de Ouro. E na Minicopa de 1972 mais uma manifestação de classe internacional. Portugal perdeu ao cair do pano da final. Marcou, em 31 de Março de 1975, o seu último golo pelo 'Glorioso', o n.º 638, no Estádio Colombes, em Paris, quando o Benfica venceu por 5-1 o FC Porto numa festa de homenagem aos emigrantes. Certo dia perguntámos-lhe: qual foi o melhor Eusébio? 'Em todos os jogos aparecia o melhor Eusébio. Dava o máximo', atirou. Quisemos saber mais: e se fosse hoje, Eusébio? 'Era melhor ainda. Em termos físicos, trabalhava muito e as botas que eu calçava pesavam muito mais. A bola, a camisola, o calção... tudo está diferente. Não há comparação. Lembro-me de que há uns anos fomos a um programa de TV e estavam lá alguns dos melhores jogadores de sempre. E eles tinham uma máquina onde podiam medir a força do nosso remate. Só sei que quando chegou a minha vez a máquina rebentou e lá se foi o programa. Não há ideia da velocidade que a bola ganhou. Acho que hoje, com esta bola, conseguiria marcar livres do meio campo desde que o vento soprasse a favor.' Como diria Mourinho, mais tarde, Eusébio seria 'Monstruoso'.

Incomparável

Efectuou o 614.º e último jogo da águia ao peito em 18 de Junho de 1975, num encontro particular em Casablanca, com a Selecção da CAF (Confederação Africana de Futebol). Nem nesse jogo se enervou. Dizia-nos, em 2008, que nunca na carreira se mostrou ansioso: 'Nunca me enervei a jogar futebol, porque senti sempre prazer. Só me comecei a enervar quando deixei de jogar'. Um registo histórico, numa despedida no continente africano, onde nascera há 33 anos. Nesses últimos anos de carreira jogou no Estados Unidos, no Canadá, no México. Ganhou títulos, marcou golos e, acima de tudo, comprovou a popularidade que o perseguia. Era um deus chegado a um novo mundo futebolístico. Valeu pela experiência desportiva e social.
Dizia-nos, de forma nostálgica, em 2011:
'Não posso dizer que sou o mesmo que chegou a Lisboa há 50 anos, mas a mentalidade é igual: respeitar as pessoas, ser alguém simples e não desiludir quem gosta de mim. Sou do Benfica mas respeito os adeptos dos outros clubes.' Palavras que aplicou ao longo da vida. Por isso, no pés-carreira manteve sempre o carinho de todo o mundo do futebol e até mesmo daqueles que não acompanhava o desporto-rei. A postura a humildade fora do campo foram, agora sabe-se, a sua última grande vitória. Um triunfo que, todos o sabem, está ao alcance de poucos. E essa é também uma coroa incomparável. Mais: 35 anos depois de ter deixado de jogar ainda é apelidado de 'Rei' nos quatro cantos do mundo. Vide a manchete do South China Morning Post, um reputado jornal de Hong Kong: 'The King is dead' (O Rei está morto). Uma prova de que o principal golo ou título de Eusébio foi ter colocado Portugal no mapa numa altura em que o País vivia na penumbra. Podemos até ir mais além: que outro jogador nascido em África, o mais mágico mas também humilde dos continentes, fez o que Eusébio fez no futebol mundial? E que jogador com quase duas mãos-cheias de terríveis operações aos joelhos se destacou no desporto que mais faz vibrar o planeta? Por isso, fúteis e estéreis daqueles que se dignem compará-lo com outro qualquer jogador, por mais valioso e merecidamente respeitado que seja. Há que perceber contextos sociais, desportivos, humanos e globais antes de se entrar em comparações para preencher horas televisivas e colunas de jornais. Façamos um exercício: o que se ganha em comparações sobre Pelé, ou Maradona, ou Di Stéfano? Zero. Cada um, uma história. Cada um, um herói à sua maneira. E Eusébio, tal como os grandes jogadores de novo milénio, merece o respeito de ser encarado como 'único'. Mais: ele foi um fenómeno global antes da globalização. Eusébio foi uma era, é um mito. Não apenas o melhor, ou não. É único. Outra forma de pensar seria reduzir e retirar valor a tudo o que representou e representa.

Homenagem em vida

Em 26 de Março de 1982, a distinção suprema do Benfica: a Águia de Ouro. Em 25 de Janeiro de 1992, no 50.º aniversário, foi inaugurada a sua estátua, em frente ao estádio onde alcançou feitos inigualáveis. Mas foi na presidência de Luís Filipe Vieira que teve a justa e respeitosa visualização do quanto o clube lhe agradecia o que ele representava década após década. Tornou-se parte activa do clube, teve o merecido suporte financeiro e foi a imagem do Benfica nos mais diversos momentos, sendo mesmo lançada a Eusébio Cup, em sua honra. O homem pode ter-nos deixado neste início de 2014, mas o nome será sempre iluminado pela admiração de quem respeita o desporto e, acima de tudo, o verdadeiro espírito dos campeões Eusébio vive.
O texto termina aqui para os que o vão ler. Mas sobra um último parágrafo, que queremos partilhar apenas com uma pessoa. Referimo-nos a si, Flora. Em 2008, no decorrer de uma entrevista que o'Pantera Negra' deu à Mística, perguntámos a Eusébio quem tinha sido a pessoa mais importante da sua vida. Decerto que sabe a resposta, Flora, pelas palavras que na intimidade o 'Rei' lhe dirigiu ao longo de toda uma vida, mas deixe-nos humildemente transcrever o que ele nos respondeu: 'A pessoa mais importante da minha vida é a minha esposa. A Flora. A minha grande paixão. Uma mulher fora de série. Foi fundamental o seu apoio na minha carreira. A cada segundo. Este sempre lá. E continua a estar. É uma grande mulher!'

(...)"

Ricardo Soares, in Mística

domingo, 4 de janeiro de 2015

ALGUMA DÚVIDA?



PENAFIEL 0  BENFICA 3

sábado, 3 de janeiro de 2015

SE ELES DIZEM...QUEM SOU EU PARA DESMENTIR?



A VERDADE DA CRISE NO SPORTING

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Muito se escreve, pouco se acerta, como tal aqui vai a verdade dos factos.
a) Bruno de Carvalho quer criar crises estéreis, tudo com o objectivo de provocar eleições antecipadas, e assim poder garantir mais quatro anos à frente do clube. Tal em nada beneficia o Sporting Clube de Portugal, é só, e não mais que isso, uma mera tentativa de se poder perpetuar no poder.
b) A situação de Marco Silva não é mais que a tentativa do presidente do Sporting em afastar de si quaisquer críticas, decorrentes de uma má performance na Liga, de um mau planeamento da época 2014-15, e até do mau ambiente que se vive, ao contrário do anunciado, entre vários elementos dos órgãos sociais.
c) Marco Silva demarcou-se de tal cenário e de assumir essa responsabilidade, relembrando à estrutura da SAD, na famigerada reunião, que só dois reforços tiveram o seu aval (Jonathan e Nani). E foi mais longe, questionando os presentes acerca dos motivos de não ser o director-desportivo (Augusto Inácio) a planear o plantel, em vez do que acontece na realidade, onde é o presidente que escolhe jogadores, alguns deles até via vídeos do Youtube.
d) Bruno de Carvalho, no seu ego e espírito maniento por demais conhecido nos corredores de Alvalade, não gostou que o treinador pensasse pela sua cabeça, e colocasse questões por demais pertinentes. Perante isto disparou “Acabou!!! Segues o teu caminho e eu o meu!”, desfecho ao qual Marco Silva não colocou qualquer objecção, mas alertando logo “Só saio pelo valor total da indemnização, pago a pronto”.
e) Perante isto, e perante o pré-aviso dos bancos e da Holdimo, dado umas horas antes, de que não emprestariam os 2 milhões de euros necessários, a reunião foi abruptamente interrompida, e Bruno de Carvalho mudou a estratégia. Ainda nesse dia, pela hora do jantar, começou a urdir um plano para “queimar” a imagem de Marco Silva junto dos sportinguistas e da opinião pública, e assim conseguir impor a sua vontade. Pediu a José Quintela para enviar informações para a imprensa, dando conta de uma ruptura entre presidente e Marco Silva, ao mesmo tempo que se desdobrava em chamadas telefónicas  e troca de SMS´s com Virgílio e José Eduardo.
f) José Eduardo, instruído de véspera pelo presidente e por Virgílio (Inácio recusou-se, desde logo, a participar em tal esquema), chama a RTP Informação ao aeroporto, antes de embarcar de férias para o Brasil, atacando Marco Silva da forma que todos viram. Pior, já antes do embarque José Eduardo, valendo-se do seu estatuto de cronista de ABola, deixou na redacção do jornal, um artigo com conteúdo similar às declarações que fez, reafirmando aquilo que disse à RTP Informação, já depois de ter escrito o referido artigo.
g) Mas os planos do trio Bruno de Carvalho-Virgílio-José Eduardo saíram furados, a maioria dos sportinguistas (sócios e simpatizantes) não deram o habitual “ámen” à vontade do presidente, e manifestaram-se contra este, de forma clara e contundente. Bruno de Carvalho teve que fazer marcha-atrás, saíndo de casa rumo à Sporting TV, para garantir a continuidade do treinador, mas, e há testemunhas disso, prometia nos corredores que haveria de demitir Marco Silva, custasse o que custasse, e a abertura de  processos disciplinares aos sócios que o criticaram na Página Oficial do Sporting no Facebook.
h) José Eduardo aterra no Brasil, e é confrontado com o volte-face ao cenário que lhe havia sido garantido por Bruno de Carvalho e Virgílio, sendo que liga imediatamente a este último afirmando“Espero que não me entalem quando começarem as críticas, caso contrário vou ter que contar tudo!”. Bruno de Carvalho, umas horas mais tarde, garante a  José Eduardo que o Sporting nunca criticará ou emitirá um comunicado a repudiar as palavras do fornecedor de catering do Estádio. Ou seja, o ataque feroz e injustificado a Marco Silva passaria impune aos olhos do clube, sinal de que este foi claramente orquestrado e encomendado pelo presidente.
i) Bruno de Carvalho começa a dizer em surdina, dentro do Sporting, que vai conseguir despedir Marco Silva sem lhe pagar um euro que seja, “bastando” para isso que o Sporting perca cinco pontos nos três próximos jogos da Liga. Ao ouvir isto, um dirigente da SAD questiona de imediato “Isso não seria colocarem-se outros interesses à frente dos interesses desportivos do clube?”, pergunta à qual o presidente respondeu “Cale-se, aqui quem manda sou eu!”.
Ou seja, o presidente do Sporting, cria e provoca problemas e crises onde estas não são necessárias, para depois tentar aparecer, aos olhos dos sportinguistas, como o apaziguador e solucionador dessas mesmas crises.
O objectivo da demissão de Marco Silva, ainda em Dezembro, era o de levar alguma instabilidade à Assembleia-geral anunciada para Janeiro uns dias antes, de forma a poder-se provocar eleições antecipadas.
Mais grave, o presidente deseja que o Sporting perca cinco pontos em três jornadas, para poder demitir um treinador, sem quaisquer custos, o que só mostra que Bruno de Carvalho, está, como sempre esteve, mais interessado em servir-se do clube e em perpetuar-se no poder, do que no bem e interesse do Sporting Clube de Portugal.
Saudações leoníssimas

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

REVER, PENSAR E AGIR...AGORA!



SÓ ASSIM:


CHEGAREMOS AQUI:


MÃOS À OBRA!